Qual é a diferença entre as drogas lícitas e as ilícitas?

A diferença entre as drogas lícitas e as ilícitas é simplesmente o fato das primeiras terem sua produção, comercialização e uso permitidos pela lei a as outras serem proibidas.

O critério para que uma droga seja permitida ou proibida é historicamente variável e nem sempre diz respeito aos problemas que ela possa causar aos usuários.

No caso brasileiro, o cigarro, o álcool e uma série de medicamentos (anfetaminas, calmantes) são drogas que agem no sistema nervoso central e alteram o humor e/ou o comportamento mas têm seu uso tolerado e em alguns casos até estimulado pela sociedade. Outras substâncias, como a maconha, a cocaína, o crack e a heroína são proibidas pela legislação.

Isto nem sempre significa que as drogas lícitas causem menos danos à saúde do que as ilícitas.

Nos Estados Unidos, entre 1919 e 1933, vigorava a Lei Seca que proibia a produção, a venda e o uso de bebidas alcoólicas mas a cocaína era comercializada livremente nas farmácias norte-americanas. Havia um número expressivo de pessoas que apresentavam problemas e até morriam em decorrência do uso dessa substância, mas sua venda continuou livre por muito tempo.

Hoje sabemos dos efeitos danosos à saúde causados pelo uso de cigarro e no entanto ele continua sendo comercializado normalmente.

Existem medicamentos que são legalmente vendidos, embora com retenção da receita médica, e que podem causar danos à saúde e são, muitas vezes, usados abusivamente.

A legalidade ou ilegalidade de substâncias psicotrópicas são, muitas vezes, o resultado do jogo de forças políticas e econômicas e não a garantia da saúde das pessoas.

Ao consumir uma droga, no entanto, não podemos ignorar o seu status legal, pois usar um produto proscrito por lei, além dos efeitos na saúde e na vida social, pode trazer como conseqüência o envolvimento em processos na justiça e a privação da liberdade.